O Hábito

Cortando o pão, lá ela estava.
Era de costume o fazer,
e parecia não se importar;
ela, todo dia, estaria ali.

Hábito estranho, que ela não falava,
mas iria para alguém dizer.
Ela confiava nele pra contar;
dizia que era legal, sim.

De morango ela gostava,
então o fazia para beber.
Descuidada, vinha a mesa manchar;
meio arrependida, sorria.

Ela sempre ia com ele para casa;
feliz, ela o fazia ser.
Ele estava sempre a ajudar…
mas, ao findar o dia, ela estava ali.

Matheus H.

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