O Coadjuvante
Gostava muito dela,
e eram grandes amigos.
Ela não conseguia ficar séria diante dele,
e ele só se encantava cada dia mais.
Eles pareciam um casal,
e todos falavam isso.
Conversavam sobre tudo,
mas, no fim do dia, cada um ia pra sua casa.
Iam juntos pra todo lugar,
simplesmente se completavam.
Ele estava a fim de um relacionamento,
mas você já viu um coadjuvante casar com o ator principal?
Ela já estava gostando de alguém
que sentia o mesmo por ela.
Ela sempre conversava sobre isso com seu amigo,
que, mesmo com um ciúme enorme, escutava.
Ela se apaixonou e começou a namorar.
O amigo começou a sentir saudades.
Mas, afinal, a história era dela;
ele era só um personagem na história.
A conversa entre eles começou a diminuir.
Não a culpo, é normal quando se namora.
Mas um lado sempre é afetado,
e sempre será o de um amigo próximo.
Aquele personagem que sempre tem,
mas é esquecido ao longo das histórias.
Não digo as estórias de filme, livro ou série,
mas a história na qual escrevemos.
O coadjuvante vai fazer outro papel;
se der sorte, será o principal.
Mas, diferente da ficção,
o coadjuvante da sua história sempre vai estar lá.

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