Adeus, querido.

Acabou de vez! Pode ter certeza que dói mais em mim do que em você.
Afinal, foram tantas noites em claro, tantas tardes em que eu deveria estar trabalhando e passei do seu lado, tantos vídeos virais que descobrimos juntos. Era você que eu cumprimentava assim que abria os olhos.
Quando te conheci, tinha passado por um término complicado com o Orkut, uma relação que durou muito mais do que deveria. Aos poucos você foi me ganhando e, quando vi, estava pagando pra ter sua atenção. Doeu quando descobri que você vendia informações minhas e nunca me deu um centavo sequer. Essa sua mania de guardar tudo: você sabe que isso não tá certo. Outro dia saí com o Snapchat; a gente se divertiu [...], e no dia seguinte ele não lembrava de nada. Legal seria se você fosse assim.
Já faz uns sete dias que não nos vemos. Muitos falam de você quase o tempo todo: na família, no trabalho, nas festas.
Mas hoje percebo que o problema não sou eu, e sim você. E aquela mania de perguntar: “Em que você está pensando?”. Deixa eu pensar em paz!
Não vou pedir que me devolva as mil horas que me tomou, e nunca me deu.
Só quero que saiba: eu terminei, mas posso voltar a qualquer momento.

Marcos B.



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