Número 5
Essa história eu já contei,
mas bons momentos merecem ser lembrados e revividos.
Se pra isso, infelizmente, não existe replay,
ao menos posso desfrutar dos recursos da minha memória.
E, mesmo que eu não consiga reescrever o passado,
não custa nada pensar como seria.
E isso não vale apenas pra essa história.
Ainda me lembro daquela menina,
e como lembro dela…
A primeira carta que recebi,
minha primeira paixão de escola.
Eu gostava dela muito mesmo,
mas eu era muito tímido.
Fazia a besteira de me manter longe
quando eu queria estar perto.
Mas ela era insistente
e queria estar comigo a todo custo.
Mandavam ir atrás de mim,
e suas amigas me seguravam para nos manter juntos.
Mas meus momentos com ela
não duraram um ano inteiro.
Eu não fiquei sabendo do que houve,
mas de escola ela tinha trocado.
No último dia em que a vi antes da troca,
ela me deu uma carta,
carta essa que está bem guardada.
Essa carta eu só li quando cheguei em casa.
E depois que ela entregou tal carta,
sendo segurado,
ganhei um beijo na bochecha,
só por eu ter virado o rosto, feito abestado.
Respondi a carta que foi feita,
dizendo que sim, eu aceitava namorar ela.
Porém fiz isso tarde demais:
ela já tinha mudado de escola.
Levei a cartinha por vários dias
e perguntava sobre ela ao meu amigo,
que também não tinha notícias sobre.
Depois de um tempo, eu soube do ocorrido.
Por causa dela fiz uma promessa
que cumpri perfeitamente.
Mesmo gostando de outras pessoas,
cumpri essa promessa fielmente.
Ela mudou bastante minha vida,
e por bastante tempo fiquei na procura,
por várias redes sociais.
Mas não é hoje que vou contar o resto da história.
Hoje sei que ela está bem
e que lida tão bem com as coisas.
Gostaria de ter o mesmo controle ,
e quem sabe as coisas seriam mais boas.
LG - 5284
Matheus H.

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