Confusão

Sinto que está ficando vazio,
mas às vezes não tem espaço para nada,
muito espaço para um pequeno quarto
e muito apertado para um imenso galpão.

Respiração funda,
tida só de vez em quando,
acalmava o estresse,
meio que dava um novo ânimo.

O calmo e caótico cantinho do quarto,
tantos segredos e momentos.
O doce cântico dos pássaros
ecoando entre os diferentes barulhos da bagunçada cidade.

Uma respiração profunda,
algo bem constante,
não acalma mais,
só adia a bomba de explodir.

A vontade de chorar é grande,
como a pressão de uma caixa d’água totalmente cheia;
mas nenhuma lágrima se mostra,
como se não houvesse água na encanação.

É uma mistura de temperatura entre quente e frio,
mas não podemos demonstrar dor,
o mundo não suporta isso.
Todos fingem se importar,
mas não trazem cobertas ou algo refrescante.

É obrigação nossa sorrir,
mesmo tudo desandando.
É obrigação nossa ser forte,
enquanto estamos pisando em espinhos.

Em todo lugar é escuro,
mesmo na luz do sol.
Só aparecem algumas poucas luzes
quando a noite cai.

Arrependimentos por fazer escolhas erradas,
pelo claro motivo de serem erradas.
Arrependimentos por fazer escolhas certas,
pelo motivo de se privar de todas as possibilidades.

À noite o sono não vem,
sendo invadida por pensamentos,
por ideias, pela liberdade
Na qual o dia não parece oferecer.

Todo mundo quer uma felicidade real,
mas está confinado dentro de uma bolha sem querer sair,
sem abrir a mente para entender outros assuntos.
São todos especialistas que entendem nada.

Matheus H.

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