Um olhar novo

Eu via o sol como um grande iluminador;
eu amava tudo o que emitia luz.
Para mim, elas deixavam tudo mais bonito.

Quando o dia estava ensolarado, eu ficava contente;
dava para se divertir o resto do dia na rua,
jogando, brincando ou fazendo clube.

Fui crescendo e reparando mais na lua;
o seu brilho começava a me encantar,
e o bem‑estar que ela emitia me tranquilizava.

A noite me fazia pensar em muitas possibilidades,
coisas para esvaziar a mente.
Uma delas foi começar a escrever.

Eu já estava ficando depressivo;
a iluminação, do antes tão querido sol, não era mais a mesma,
parecia não ganhar da escuridão.

Era pesado e triste;
eu não ouvia ninguém, nem via saída,
perdido e sem ajuda em meio a um vazio escuro.

Então eu vi uma luz relaxante no céu.
Pensei ser o sol, mas era azulado
e não dissipava completamente o escuro ao seu redor.

Um lindo tom de contraste na noite,
e vi também as estrelas infinitas.
O peso sobre mim havia saído.

A iluminação que a cidade fazia
eram as estrelas na terra.
A noite virou minha paixão.

Sem peso, mas ainda preenchido de amarguras,
comecei algo novo, no qual eu gostava:
escrever poemas.

Hoje não sou dia ou noite;
amo o iluminar do dia e o seu calor,
mas amo também os enfeites da noite e sua calmaria.

Matheus H.
 

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