Arte e Amor - p08

— Droga, falei demais. — Ele disse risonho.
— Não. Não é isso. Só estou extremamente emocionada. Obrigado por ver isso, Yoon. — finalmente consegui dizer alguma coisa, mas o que eu queria era levantar e lhe abraçar fortemente. Porque acredito que minhas palavras seriam poucas, diante toda a emoção e mistura de sentimentos que estava sentindo naquele momento.
— Não precisa agradecer. Acredite se quiser, depois que vi sua exposição, fiquei mais interessado por arte. Estou acompanhando bastante o Namjoon em algumas. — ele me confessa rindo.
  É muito bom fazer isso: entender a arte dos outros. Seja ela através da pintura, das esculturas, da dança, da música; cada uma delas transmite algo. Basta cada um de nós sabermos observar e apreciar cada uma delas, que entenderemos a mensagem.
— Você acha que minhas músicas transmitem algo? — ele perguntou e eu ri.
— Sério que você está perguntando o óbvio? Yoongi, as letras das suas músicas são incríveis. Contam algo só seu, ou do que você entende ao seu redor. Sua arte no faz pensar sobre quem somos, o que queremos ser e como podemos buscar a nossa felicidade, porque isso depende apenas de nós.
— Fico feliz em ouvir isso. — ele comentou e eu sorri.
  Passamos mais algumas horas no estúdio e, quando percebi faltavam poucos detalhes para terminar. Preferi darmos uma pausa. Yoongi parecia cansado já, e eu não estava diferente, além de que estava com fome.
— Podemos terminar amanhã se estiver tudo bem. — sugeri.
— Pode ser, está cansada né? Minha beleza cansa. — e começamos a rir.
— Juro que não lembro de você ser tão cheio de si assim antes. — e ele dá de ombros.
— Preciso disso às vezes. — e voltamos a rir. — Está com fome? Vou preparar algo para nós.
— Não precisa, Yoon. Vou para casa, já atrapalhei demais hoje.
— Atrapalhar? Desde quando você atrapalha? Você veio para cá por minha causa, e nada mais justo eu dar um pouco de comida para a minha visita.
— E você cozinha? — provoquei e ele me olhou de cima a baixo. Admito que me arrepiei, mas eu ri para descontrair minha vergonha.
— Mostrarei para você que sou o maioral. — e ele levantou da cadeira. — Posso ver como está o quadro antes de ir?
— Não.
— Por quê?
— Só mostro minha arte terminada, e não pela metade. Feche os olhos quando passar pelo meu lado. — e ele ficou chocado, mas logo riu. No entanto, ele fez o que eu pedi e passou por mim sem olhar o quadro.
  Segui o garoto para a cozinha e lá ele começou a pegar as coisas para preparar o quer que fosse para comermos. Perguntei diversas vezes se queria ajuda, mas ele negou todas as vezes. Nem mesmo para mexer na panela para ajudar ele quis. Então, o máximo que eu poderia fazer era sentar na cadeira do balcão e vê-lo mexer em tudo.

Arte e Amor - parte 8
J.Lis


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