A mochila preta - p11
Ela ficou um bom tempo olhando para o chão, vendo a água do chuveiro escoar, ouvindo o barulho das gotas caindo, sentindo a água percorrer por seu cabelo, por sua pele. Deu um suspiro cansado e desligou o chuveiro. Secou-se calmamente e enrolou a toalha no corpo. Voltando para o quarto, a bagunça ainda estava lá, mas ela foi direto ao guarda-roupa. Não ignorou o caos, apenas decidiu que, naquele momento, priorizaria se vestir.
Escolheu uma roupa leve, aproveitando o calor, e sentou-se na cama ao lado do travesseiro ainda úmido e amassado. Tirou a toalha e vestiu-se suavemente. Depois se levantou e parou diante do espelho, observando-se de cima a baixo.
– Preciso cuidar mais de mim mesma… ele tá certo.
Olhando as pontas de seu cabelo, notou que estavam ressecadas e precisando de corte, e o fez ali mesmo.
Sentou-se na cama e pegou a mochila do chão. Tirou o notebook de dentro o colocando na escrivaninha. Pensou em abri-lo para ver se o resultado já havia saído, mas, dolorosamente, resistiu apesar de querer saber se passou ou não.
Foi até a cozinha. Sobre a mesa ainda estavam as maquiagens e os perfumes. Recolheu tudo e guardou na porta do meio do seu guarda-roupa, onde sempre ficavam antes de tudo ficar caótico. Na parte interna da porta, havia alguns certificados, premiações, e fotos dela recebendo-os; fotos dela com seu amigo e a esposa dele, de uns quatro anos atrás.
– Passou tão rápido… tudo, passou rápido.
Fechou a porta e voltou a atenção ao quarto, em especial às roupas que havia jogado sobre a cama. Algumas dobrou, outras colocou em cabides, outras separou para lavar. Constantemente olhava pela janela e via as nuvens passando, alguns pássaros voando e aviões bem distantes.
Apesar do caos que o quarto estava, não demorou tanto para organizar boa parte dele. Pensou que, se tivesse parado alguns minutos para cuidar do próprio ambiente, em nada iria atrapalhar as outras coisas. Criou um bicho de sete cabeças à toa.
Olhou para a mochila e resolveu abri-la. Tirou de lá dois cadernos que sempre julgou necessários, mas que nunca teve motivo para usar. Olhou para dentro e encontrou uma barra de chocolate incompleta, a mesma que ela não havia achado quando tentou pegar para se acalmar.
– Talvez eu devesse ter olhado para dentro, né? Tonta…
Ela realmente não tinha olhado. Nem tirado nada de dentro para facilitar a busca. Pegou a barra de chocolate, e comeu o restante.
– Hm… parece que está mais gostoso agora
Ela só não estava ansiosa.
Escolheu uma roupa leve, aproveitando o calor, e sentou-se na cama ao lado do travesseiro ainda úmido e amassado. Tirou a toalha e vestiu-se suavemente. Depois se levantou e parou diante do espelho, observando-se de cima a baixo.
– Preciso cuidar mais de mim mesma… ele tá certo.
Olhando as pontas de seu cabelo, notou que estavam ressecadas e precisando de corte, e o fez ali mesmo.
Sentou-se na cama e pegou a mochila do chão. Tirou o notebook de dentro o colocando na escrivaninha. Pensou em abri-lo para ver se o resultado já havia saído, mas, dolorosamente, resistiu apesar de querer saber se passou ou não.
Foi até a cozinha. Sobre a mesa ainda estavam as maquiagens e os perfumes. Recolheu tudo e guardou na porta do meio do seu guarda-roupa, onde sempre ficavam antes de tudo ficar caótico. Na parte interna da porta, havia alguns certificados, premiações, e fotos dela recebendo-os; fotos dela com seu amigo e a esposa dele, de uns quatro anos atrás.
– Passou tão rápido… tudo, passou rápido.
Fechou a porta e voltou a atenção ao quarto, em especial às roupas que havia jogado sobre a cama. Algumas dobrou, outras colocou em cabides, outras separou para lavar. Constantemente olhava pela janela e via as nuvens passando, alguns pássaros voando e aviões bem distantes.
Apesar do caos que o quarto estava, não demorou tanto para organizar boa parte dele. Pensou que, se tivesse parado alguns minutos para cuidar do próprio ambiente, em nada iria atrapalhar as outras coisas. Criou um bicho de sete cabeças à toa.
Olhou para a mochila e resolveu abri-la. Tirou de lá dois cadernos que sempre julgou necessários, mas que nunca teve motivo para usar. Olhou para dentro e encontrou uma barra de chocolate incompleta, a mesma que ela não havia achado quando tentou pegar para se acalmar.
– Talvez eu devesse ter olhado para dentro, né? Tonta…
Ela realmente não tinha olhado. Nem tirado nada de dentro para facilitar a busca. Pegou a barra de chocolate, e comeu o restante.
– Hm… parece que está mais gostoso agora
Ela só não estava ansiosa.
Parte 11 - sol e leveza
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