A mochila preta - p12
Sentada ainda, abriu o bolso da frente da mochila, onde havia um monte de coisas pequenas e boa parte não tinha utilidade, apesar dela sempre achar que teria. Tirou algumas canetas sem tinta, clipes de papel que nunca usou e mais um bocado de peso morto.
– Esses ficam… já esses vão pro lixo… esses vou deixar no porta-lápis… esses… – Murmurava enquanto reorganizava cada coisa em cada bolso daquela mochila.
– Esses ficam… já esses vão pro lixo… esses vou deixar no porta-lápis… esses… – Murmurava enquanto reorganizava cada coisa em cada bolso daquela mochila.
Ela ainda deixou bastante coisas lá, mas agora todas úteis. Levantou-se e retirou os calçados do chão, os organizando na sapateira: os tênis, as sapatilhas, os coturnos. Seu quarto tinha acabado de sair de um estado caótico para um lugar confortável e arejado.
– Terminei? – Perguntou a si mesma, olhando ao redor do quarto, como se esperasse encontrar mais alguma coisa para arrumar. Parecia que havia muito mais desordem do que realmente existia. Estava caótico, sim, mas ainda era só um quarto e não um cenário de tragédia ou guerra.
– Terminei? – Perguntou a si mesma, olhando ao redor do quarto, como se esperasse encontrar mais alguma coisa para arrumar. Parecia que havia muito mais desordem do que realmente existia. Estava caótico, sim, mas ainda era só um quarto e não um cenário de tragédia ou guerra.
Não havia mais nada para arrumar ali, e esse vazio começou a ser preenchido novamente por preocupações.
– Como será que ficou o resultado da prova? Eu terminei tão rápido… será que deu bom? Espero que sim, eu estudei muito para isso…
Pegou o notebook e abriu o portal.
– Só uma espiadinha…? Será que eles não mandam um e-mail avisando? Isso dá me deixando agitada de novo…
Saiu do portal antes mesmo de fazer login e pegou o celular.
– Acho que vou ligar pra…
Mas foi interrompida pelo próprio aparelho tocando, era ele.
– Como será que ficou o resultado da prova? Eu terminei tão rápido… será que deu bom? Espero que sim, eu estudei muito para isso…
Pegou o notebook e abriu o portal.
– Só uma espiadinha…? Será que eles não mandam um e-mail avisando? Isso dá me deixando agitada de novo…
Saiu do portal antes mesmo de fazer login e pegou o celular.
– Acho que vou ligar pra…
Mas foi interrompida pelo próprio aparelho tocando, era ele.
– Eu ia ligar para você agorinha – Ela disse, surpresa.
– Conexão que se diz? – Ele brincou – Bora naquele restaurante, quero te contar umas coisas.
– Só bora, eu também quero.
Ela se trocou rapidinho, pegou a carteira e as chaves e saiu do apartamento. Parou em frente ao elevador, olhou para o botão… mas recuou e desceu pela escada.
– Ainda não.
Chegou ao subsolo um pouco ofegante, porque desceu depressa. Entrou no carro e, assim que sentou, recebeu uma notificação no e-mail:
"Resultado apurado - pedagogia."
O olhar dela brilhou. A mão começou a coçar.
– Calma, calma… eu tenho certeza de que ele também vai querer ver.
Largou o celular no banco da frente e ligou o carro.
– Ainda não.
Chegou ao subsolo um pouco ofegante, porque desceu depressa. Entrou no carro e, assim que sentou, recebeu uma notificação no e-mail:
"Resultado apurado - pedagogia."
O olhar dela brilhou. A mão começou a coçar.
– Calma, calma… eu tenho certeza de que ele também vai querer ver.
Largou o celular no banco da frente e ligou o carro.
– Bora!
A MOCHILA PRETA

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