A mochila preta - p09
Em pé, ela observava o próprio quarto: a cama completamente bagunçada, partes do lençol já nem cobriam mais o colchão, o cobertor jogado de qualquer jeito; no chão, vários tipos de calçados com meias largadas por cima; na escrivaninha, onde deveria ficar o notebook, havia maquiagens, perfumes, algumas peças de roupas, papéis, canetas, entre outras coisas. O notebook mesmo nem já nem cabia ali.
Suas mãos começaram a ficar inquietas, e os pensamentos começaram a ferver.
– Tenho que arrumar isso… meu Deus, por onde começo?
Ela começou a andar de um lado a outro, acelerada, até que parou.
– Não! Respira, respira… vamos desacelerar. Vou fazer algo para comer.
E recuou para a cozinha.
De início, pensou em algo congelado e rápido, como a lasanha que havia em sua geladeira. Mas sentiu que ficaria pensando demais enquanto a lasanha estivesse no micro-ondas, então resolveu fazer um sanduíche. Pegou os ingrediente e colocou sobre a mesa: lavou as folhas de alface, lavou e fatiou os tomates, separou os pães de forma e as fatias de queijo, fritou os hambúrgueres na grelha, espremeu algumas laranjas para fazer suco e sentou-se.
Fez tudo isso enquanto cantarolava sua música favorita, sem pressa. Havia muito tempo que ela não preparava um sanduíche e simplesmente sentava para comê-lo. Sempre estava fazendo outra coisa ao mesmo tempo. Mas, naquele momento, ela estava tentando.
Sua mente não estava silenciosa, pensava na bagunça do quarto, no resultado do concurso, no que faria se não passasse e até no que seu amigo lhe dissera: "Devagar, também se chega lá." Era essa frase que ela repetia mentalmente para abafar as outras.
Terminando de comer, foi até o guarda-roupa, pegou seu pijama e foi tomar banho. Decidiu que amanhã resolveria a bagunça. Ou, pelo menos, tentar.
Suas mãos começaram a ficar inquietas, e os pensamentos começaram a ferver.
– Tenho que arrumar isso… meu Deus, por onde começo?
Ela começou a andar de um lado a outro, acelerada, até que parou.
– Não! Respira, respira… vamos desacelerar. Vou fazer algo para comer.
E recuou para a cozinha.
De início, pensou em algo congelado e rápido, como a lasanha que havia em sua geladeira. Mas sentiu que ficaria pensando demais enquanto a lasanha estivesse no micro-ondas, então resolveu fazer um sanduíche. Pegou os ingrediente e colocou sobre a mesa: lavou as folhas de alface, lavou e fatiou os tomates, separou os pães de forma e as fatias de queijo, fritou os hambúrgueres na grelha, espremeu algumas laranjas para fazer suco e sentou-se.
Fez tudo isso enquanto cantarolava sua música favorita, sem pressa. Havia muito tempo que ela não preparava um sanduíche e simplesmente sentava para comê-lo. Sempre estava fazendo outra coisa ao mesmo tempo. Mas, naquele momento, ela estava tentando.
Sua mente não estava silenciosa, pensava na bagunça do quarto, no resultado do concurso, no que faria se não passasse e até no que seu amigo lhe dissera: "Devagar, também se chega lá." Era essa frase que ela repetia mentalmente para abafar as outras.
Terminando de comer, foi até o guarda-roupa, pegou seu pijama e foi tomar banho. Decidiu que amanhã resolveria a bagunça. Ou, pelo menos, tentar.
Parte 9 - descontrole controlado

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