A mochila preta - p07
Sua mente estava divida entre se preocupar com o resultado e tentativas de ser confiante sobre ele.
– Não tem como ter sido ruim, né? Eu estudei, revisei, reli diversas vezes… Com certeza eu fui bem. Muito nada a ver eu ter ido mal, eu sempre sou a melhor avaliada… eu fui bem. – reforçava, mas sua mente derrubava:
– Será que fui bem mesmo? Fiquei com muita dúvida em tudo, tive que reler muitas vezes. Todo mundo lá parecia saber de tudo, menos eu…
Enquanto isso, ela apertava e coçava as mãos. Estava tão imersa nos próprios pensamentos que nem os sons dos aviões eram audíveis.
– Boo!
Foi um choque paralisante imediato do caos que estava sua mente. Subiu um arrepio por todo o corpo, fazendo-a abrir seus olhos de espanto. A respiração congelou. Ela virou-se para trás numa rapidez que chegou a assustar quem a assustou.
– Manoo, cê quer me matar? – Protestou, o coração disparado, mas logo aliviada ao reconhecer o seu amigo.
– Deus me livre, seria incapaz disso. – Ele disse, sorrindo.
– Sei…
Levantou-se e o abraçou com uma ternura ímpar. Era um abraço carregado de saudade. Já faziam meses que não se viam. A rotina dos dois impedia de se verem, mesmo sendo grandes amigos.
Após o abraço, sentaram-se e conversaram enquanto tomavam um refrigerante que ele havia comprado. Eles se conheciam muito bem. Enquanto conversavam, ele reparava nela: o pé balançando sem parar, um deles machucado; a mão cortada, e vermelha de tanto ela coçar. Ela estava agitada, e ele percebeu que a mente dela não estava totalmente ali, apesar de disfarçar bem.
– Não tem como ter sido ruim, né? Eu estudei, revisei, reli diversas vezes… Com certeza eu fui bem. Muito nada a ver eu ter ido mal, eu sempre sou a melhor avaliada… eu fui bem. – reforçava, mas sua mente derrubava:
– Será que fui bem mesmo? Fiquei com muita dúvida em tudo, tive que reler muitas vezes. Todo mundo lá parecia saber de tudo, menos eu…
Enquanto isso, ela apertava e coçava as mãos. Estava tão imersa nos próprios pensamentos que nem os sons dos aviões eram audíveis.
– Boo!
Foi um choque paralisante imediato do caos que estava sua mente. Subiu um arrepio por todo o corpo, fazendo-a abrir seus olhos de espanto. A respiração congelou. Ela virou-se para trás numa rapidez que chegou a assustar quem a assustou.
– Manoo, cê quer me matar? – Protestou, o coração disparado, mas logo aliviada ao reconhecer o seu amigo.
– Deus me livre, seria incapaz disso. – Ele disse, sorrindo.
– Sei…
Levantou-se e o abraçou com uma ternura ímpar. Era um abraço carregado de saudade. Já faziam meses que não se viam. A rotina dos dois impedia de se verem, mesmo sendo grandes amigos.
Após o abraço, sentaram-se e conversaram enquanto tomavam um refrigerante que ele havia comprado. Eles se conheciam muito bem. Enquanto conversavam, ele reparava nela: o pé balançando sem parar, um deles machucado; a mão cortada, e vermelha de tanto ela coçar. Ela estava agitada, e ele percebeu que a mente dela não estava totalmente ali, apesar de disfarçar bem.
– Já falamos muito de mim. E tu? Como machucou esse pé e essa mão?
– Sempre observador. Meu pé, foi o notebook; a mão, foi o zíper.
– Tá levando muito peso ainda, né, moça?
– E se eu precisar? Como faço?
– Tenho certeza que tu não precisa de tudo isso.
– Não tá falando só da mochila, né? – Ela relaxou o corpo e voltou a olhar os aviões. O sorriso que forçava deu lugar a uma expressão introspectiva.
Ele sempre foi um porto seguro pra ela, mesmo em quaisquer dificuldades que ele enfrentava. O silêncio dela confirmava o que ele já sabia. Ficaram ali mais um tempo olhando os aviões e com conversas mais leves: planos, sonhos, sobre o que não fizeram para realizá-los, colocando em dia os muitos dias sem se verem.
Foram até tarde da noite, sem se preocupar em olhar as horas, sem tocar na mochila, entre risadas e conversas aleatórias, até ouvirem o barulho da lanchonete fechando. Decidiram ir embora, mas ela logo se lembrou que havia esquecido de reservar um quarto de hotel, algo que sequer passou pela cabeça quando fez sua lista mental.
Por coincidência seu amigo estava com um quarto reservado num grande hotel próximo à praia e a convidou para passar a noite lá, já que o quarto era um suíte presidencial com duas camas. Ela só aceitou com a condição de dividir os custos com ele.
Foram até o carro dela. Ela colocou a mochila no banco de trás, e ele sentou no banco da frente.
– Meu carro, minhas músicas. – Ela disse colocando a banda favorita dela, enquanto ele olhava para ela e ria.
Por coincidência seu amigo estava com um quarto reservado num grande hotel próximo à praia e a convidou para passar a noite lá, já que o quarto era um suíte presidencial com duas camas. Ela só aceitou com a condição de dividir os custos com ele.
Foram até o carro dela. Ela colocou a mochila no banco de trás, e ele sentou no banco da frente.
– Meu carro, minhas músicas. – Ela disse colocando a banda favorita dela, enquanto ele olhava para ela e ria.
Parte 7 - ternura

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