Ele
Eu via ele sorrindo;
sabia dos seus sonhos.
Ele me contava suas estórias
e sonhava muito.
Eu acreditava nele;
de certa forma, ele me iluminava.
Sei que não só a mim ele fazia bem,
mas a todos que conheciam seu mundo.
E por mais que às vezes ele chorasse,
ainda assim se levantava e sorria.
Por mais difícil que fosse,
ele realmente encarava seus problemas.
Ele se conhecia e sabia por onde ir;
sabia onde queria chegar
e queria levar com ele todos que amava.
Eu era o seu melhor amigo.
Mas, de repente, ele se calou.
Não me contava mais suas estórias;
seus sonhos pareciam ter sido deletados;
até o seu sorriso não era tão brilhante.
Seu olhar bloqueado não brilhava.
Eu não o conheço mais como antes.
Ele simplesmente continua vivendo,
cansado de lutar uma luta que não pode ganhar.
Condena o seu próprio passado
por escolhas certas, ao se privar de possibilidades;
por escolhas erradas, ao fazer sabendo que era errado;
por ter se calado quando queria gritar.
Faz tempo que ele não coloca cor em suas obras,
que não fala de amor em suas escritas.
Suas lágrimas caem, mas só eu vejo;
seus gritos são silenciosos, mas só eu escuto.
Eu já não posso o ajudar,
por não ter como solucionar esse problema.
Afinal, sobre tudo isso que eu escrevi, eu só estava falando de mim.
E também sei que, por mais que tente, você não conseguirá ajudar.
Por mais que o sol esteja brilhando,
e que eu esteja rodeado de pessoas felizes,
por mais que elas digam que me amam,
eu vou estar na chuva e mentir, dizendo: “Estou bem.”
Matheus H.

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