O Ipê Amarelo - p05
Aquela pequena muda havia crescido e já chegava a cinco metros de altura. O destaque que ela tinha naquele quintal foi muito bem aproveitado: a moça transformou aquele quintal numa pequena praça particular, e gostou tanto do resultado que já não ia mais ao espaço depois do bosque. Aquele lugar favorito estava agora abandonado. Ela não tinha esquecido aquele lugar, mas como já tinha um canto de paz em casa, seus motivos para ir até lá diminuíram.
Sua casa não era a única que finalizava a rua; dividia a metade da rua com outra casa cujo dono nunca aparecia, embora, de vez em quando, aparecia uma pessoa para limpar, sempre alguém diferente. A casa parecia uma extensão da onde ela morava: com garagem e piscina, enquanto a dela tinha o quintal verde e churrasqueira. Ela não sabia, mas sua intuição estava certa: a casa ao lado e a dela havia sido uma só. A bibliotecária tinha divorciado um ano antes de ela chegar à cidade; dividiram a casa ao meio, fizeram as reformas necessárias e cada um vendeu sua parte.
Era uma sexta-feira quando o dono da loja onde ela trabalhava a nomeou como sucessora. Ele não tinha familiares e, por ser bem idoso, necessitava de uma vida mais tranquila de aposentado. Agora ela passou a ser a nova dona do pequeno comércio que ainda não tinha nome, era conhecido apenas como "a lojinha do posto", que, assim como o próprio posto que também não tinha nome.
Muito feliz com seu, agora, pequeno comércio, planejou um jantar especial para ela e seu gato. Anotou tudo o que aconteceu e seus planos no caderninho que levava consigo ao trabalho. Escreveu tanta coisa naquele dia que ocupou cinco páginas páginas dele.
parte 5 - novos conhecimentos
Matheus H.

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