O Ipê Amarelo - p08
O dia amanheceu garoando e não tinha aparência de que iria melhorar, mas não era de todo ruim: o lugar realmente precisava de um banho, pois fazia tempo que não chovia e as plantas já estavam ficando tristes. Seu gato estava na janela, olhando a gotas descendo pelo vidro. Não estava apenas garoando, fazia frio também, e, por sorte era sua folga. Levantou, fez bolinho de chuva e tomou café com leite; pegou sua coberta e foi para sala procurar um filme.
Na metade do filme, a campainha tocou. Era o novo vizinho, que tinha ido pedir um pouco de café emprestado. Ela desceu, abriu a porta e teve uma surpresa ao descobrir que o novo vizinho era seu colega de trabalho, o dono do posto. Não havia reconhecido sua voz pelo interfone, então a surpresa foi inevitável. Ela o convidou para entrar, tomar um café e terminar de assistir o filme com ela, mas ele precisou recusar, pois já tinha posto o bule no fogo, ficando assim para um próximo dia, talvez.
Ela terminou o filme e assistiu mais dois depois. No fim da tarde, ela voltou-se a ler um livro de comédia romântica que ainda não havia começado. Lia em seu quarto, em frente à janela, em que sua visão era seu quintal com o destaque das radiantes flores amarelas daquela árvore, árvore essa que também era possível ser vista do quarto do vizinho, que lia um drama investigativo.
Ela teve muita inspiração romântica nesse dia, então escreveu suas anotações com caneta rosa e encheu as páginas de corações.
parte 8 - garoa renovadora
Matheus H.

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