Tinta Azul
Hoje estava nublado e com neblina pela manhã; não dava para ver o céu, e logo começou a chover também. Mas algo me intrigou: dava para ver o sol sobre as nuvens. Ele brilhava como se estivesse resistindo à tempestade, como se lutasse para não se esvair. As muitas nuvens pareciam incapazes de encobri‑lo, e mesmo quando algumas passavam sobre ele, não o escondiam totalmente.
Sua luta era incessante para continuar brilhando, e, quando as nuvens finalmente o encobriram, o azul do céu começou a se mostrar. A luz do sol se apagou por um instante apenas para voltar ainda mais imponente no céu.
O sol não perdeu a esperança de continuar lutando contra aquelas nuvens pelo seu espaço, assim como faz todas as manhãs após seu repouso noturno. Ele sempre volta para iluminar e aquecer a terra, mantendo vivo o mundo e todo o seu ciclo.
A tinta azul que carrego comigo, leva toda essa força e esperança de um amanhã vivo e feliz. A tinta azul que muitas vezes coloco sobre meu caderno, mantém a energia de que a esperança se mantém viva dentro de mim.
Matheus H.

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