Tinta Preta

  Hoje algo morreu, e eu estou de luto. Fechei os olhos e comecei a lembrar daquelas memórias e daqueles planos que fora feito com tanto carinho. As luzes foram se apagando uma a uma, embora elas pudessem continuar acessas por muito tempo. Morreu, e que descanse em paz.
  O vento tem soprado frio, e a chegada da noite influência ainda mais a sensação. A pista que antes me mostrava a direção sumiu nessa densa escuridão, e, vestido de preto em meio a tudo isso, nem consigo me enxergar.
  A tinta preta que carrego comigo, leva todo o peso das memórias que um dia carreguei. A tinta preta que muitas vezes coloco sobre meu caderno, enterra e sela o passado que não quero mais para mim.

Matheus H.



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