Tinta Vermelha

  Hoje eu inflamei de amor, dei meu sangue em cada verso dito, e em cada lágrima que molhava meu rosto eu me sentia mais vivo. O brilho daquela intensa fogueira aquecia meu ser.
  Hoje eu queimei de ódio, derramei sangue em cada verso dito, e em cada lágrima que descia pelo meu rosto eu sentia ainda mais a dor. O clarão daquela labareda ardia e me consumia.
  Eu sorria enquanto aquela chama me envolvia e intensificava as batidas do meu coração; o combustível era o amor e a paixão.
  Eu sucumbia enquanto aquele fogo me destruía e aumentava o aperto do meu coração; o combustível era o ódio e a dor.
  A tinta vermelha que carrego comigo, leva toda essa intensidade de sentimentos e emoções. A tinta vermelha que muitas vezes coloco sobre meu caderno, derrama e mancha de certeza de que ainda sou humano.

Matheus H.
















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