A casa branca - p09

    Ele parou o carro no pátio do jardim, em frente à porta de casa. Desceu e caminhou até a entrada, mas, ainda em conflito com sua própria mente, parou um momento antes de abri-la, até que abriu. Olhando para baixo, seu olhar seguia a linha que se iniciava na porta principal e se estendia até a porta dos fundos. Olhou em volta, revisitando algumas memória daquela aquela casa.
    A sala de entrada decorada, com algumas babosas e samambaias sob uma iluminação amarelada, deixava o ambiente aconchegante. Mais à frente, à esquerda, a sala de estar se estendia até o fim, junto da cozinha, da copa e da despensa. À direita, o acesso à escadaria de madeira; e ao fundo, a sala de jantar. Cada ambiente permanecia exatamente como a sua mulher havia planejado, sem pôr nem tirar nada.
– Senhor, está tudo bem? – Disse a governanta ao vê-lo parado na sala de entrada.
    Voltando a si, respondeu:
– Ah, sim. Não se preocupe. Obrigado.
    Ele subiu as escadas em direção ao seu quarto, ligou o som num volume agradável e deixou-se levar pelo ritmo da música, cantando junto a ela. Nesse mesmo ritmo seguiu até a suíte, deixou suas roupas caírem no chão e continuou cantando debaixo do chuveiro. Enquanto cantava e a água escorria, apenas um único pensamento ressoava em sua mente, algo dito pela sua mulher, e repetido pela sua amiga: "As cores do seu mundo se encontra dentro de você."

Parte 9 - água, som e cor
Matheus H.

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