A casa branca - p05
O sol já começava a tocar o horizonte. O brilho alaranjado entrava pelas cortinas entreabertas, atravessava a cama ainda bagunçada e tocava as cortinas do outro lado do quarto. Em pé na porta do quarto, ele parou por um momento, olhando os raios de sol que teimosamente entrava e iluminava lá dentro. Uma repentina vontade de sair bateu. Vestiu uma roupa melhor, pegou o celular, as chaves, fechou a porta do quarto e seguiu até a garagem. Seu carro já estava pronto.
Dirigiu até um posto de gasolina, abasteceu e comprou algumas coisas para comer no caminho. Ligou o som e partiu pela a rodovia da costa oeste. De um lado, prédios iluminados pelo pôr do sol; do outro, a praia e o sol tocando o oceano. Seu destino era uma grande metrópole, um pouco distante dali.
Dirigiu até um posto de gasolina, abasteceu e comprou algumas coisas para comer no caminho. Ligou o som e partiu pela a rodovia da costa oeste. De um lado, prédios iluminados pelo pôr do sol; do outro, a praia e o sol tocando o oceano. Seu destino era uma grande metrópole, um pouco distante dali.
A cidade acinzentada ficava para trás, levando consigo os mesmos lugares que ele sempre via da janela de casa. Enquanto isso, adentrava a densa floresta, ao sons dos muitos pássaros e animais da região, que era abafados pela música que tocava no carro. A rodovia era um divisor entre o mar e a mata. O som do motor, junto ao da música, criava uma sensação gostosa de dirigir, era como se o percurso desaparecesse junto com tempo, fazendo a distância pouco importar, apesar de ser longa. O sol já havia se posto, e era possível ver alguma estrelas surgindo.
Horas se passaram desde que deixou a sua cidade, e só agora começou a ver pequenas luzes dos altos arranha-céus. A grande floresta ia se dissipando, dando um vislumbre cada vez maior e encantador da metrópole. Um enorme avião passou sobre ele em direção ao aeroporto ao lado da rodovia, anunciando que o calmo som da floresta, e até o da sua cidade, havia ficado para trás. Ali, tudo era muito diferente.
Ao adentrar ainda mais, começara a dividir espaço com carros, caminhões, ônibus e com diversos motociclistas que buzinavam e cortavam caminho entre os veículos. Apesar de ser um horário tarde da noite, horário no qual ele, provavelmente, estaria olhando pela janela do quarto a cidade dormir. Aqui não, aqui a cidade funcionava vinte e quatro horas; o fluxo, apesar de diminuir, não cessaria.
Ao adentrar ainda mais, começara a dividir espaço com carros, caminhões, ônibus e com diversos motociclistas que buzinavam e cortavam caminho entre os veículos. Apesar de ser um horário tarde da noite, horário no qual ele, provavelmente, estaria olhando pela janela do quarto a cidade dormir. Aqui não, aqui a cidade funcionava vinte e quatro horas; o fluxo, apesar de diminuir, não cessaria.
Próximo à entrada para o centro da metrópole, ainda na rodovia, avista um grande hotel onde resolveu findar o seu dia. Na recepção, escolheu o quarto mais alto, a chamada “suíte presidencial”, com vista privilegiada para o mar e metrópole. Assim que entrou, ele foi até a janela, olhou para baixo e viu todas aquelas luzes acessas. Parecia como um mar de estrelas sobre a terra. Ficou um tempo apreciando a brisa fresca e observando, lá de cima, os pequenos automóveis passando para todas as direções, parecendo estrelas em movimento. As buzinas e sons que eles faziam deixavam claro que ali a noite ainda tinha vida.
Um leve sorriso de apreciação surgiu em seu rosto, acreditando estar perto do que precisava. Esse sorriso, de alguma forma, viajou todo o caminho até sua casa, como uma leve brisa que entrou em seu quarto, como se trouxesse um novo ar.
Parte 05 - cidade das luzes
Matheus H.

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