A mochila preta - p03
Após o show, ela arrumava sua mochila bastante animada. O show havia sido incrível, apesar do peso da mochila que ela insistira em levar passando boa parte do tempo sentindo-se incomodada e sem usar metade das coisas que comprara. Sentia-se renovada e feliz por ter ido pelo terceiro ano seguido, e aliviada pois a rodovia havia sido liberada novamente. Voltou para casa cortando pelo centro até a costa oeste, chegando já na madrugada do dia seguinte.
Após um banho, deitou-se e dormiu, só acordando no começo da tarde. Acordou agitada; apesar de ter dormido muito, despertara algumas vezes durante da noite, prejudicando a qualidade do sono. Parecia que, até dormindo, ela permanecia sempre em alerta. Ao pegar o celular para ver a hora, percebeu que havia passado do horário de acordar e rapidamente pulou da cama, derrubando a mochila que estava na ponta, espalhando pelo chão um monte de coisas que sempre carregava. Seu quarto estava um caos, mas ela, supostamente, sabia onde estava tudo. Era a famosa "bagunça organizada" que ela costumava repetir pra si mesma.
Seu cabelo estava todo despenteado, e os olhos inchados denunciavam que ela dormiu demais, e dormir demais quebrava o ritmo do seu dia. Abriu a janela para arejar o quarto e viu que havia um evento comemorativo na cidade. Pensou em ir, mas precisava estudar para um concurso que faria no dia seguinte, na metrópole. Preparou um "café da manhã" rápido: pão na chapa e café com leite, enquanto estudava pedagogia.
As pernas balançavam, e muito, por baixo da mesa; quando não, ela ficava abrindo e fechando o zíper da mochila. Lia e relia diversas vezes, repetindo em voz alta para ouvir a si mesma. Sua dedicação aos estudos não era novidade, seu esforço sempre fora notável na escola e na faculdade. Muito estudiosa e bem aplicada, sempre aparecendo no topo, normalmente sendo a primeira colocada. E não ficava só na teoria: mostrava-se extremamente capaz e eficiente no que fazia.
Voltava para casa orgulhosa de seus resultados, quase saltitante, e contava aos pais que, por sua vez, apenas diziam um "parabéns". Para ela, aquilo soava como um "preciso ser melhor", "preciso fazer mais".
Estudou até o final da tarde, esquecendo-se de qualquer conexão externa, parando apenas para o necessário e voltando a estudar em seguida. Às 22h30, seu costumeiro horário de dormir, largou o notebook em cima da mesa e foi para o chuveiro, já pensando no que levaria no dia do concurso. Não poderia faltar com ela mesma.
Após um banho, deitou-se e dormiu, só acordando no começo da tarde. Acordou agitada; apesar de ter dormido muito, despertara algumas vezes durante da noite, prejudicando a qualidade do sono. Parecia que, até dormindo, ela permanecia sempre em alerta. Ao pegar o celular para ver a hora, percebeu que havia passado do horário de acordar e rapidamente pulou da cama, derrubando a mochila que estava na ponta, espalhando pelo chão um monte de coisas que sempre carregava. Seu quarto estava um caos, mas ela, supostamente, sabia onde estava tudo. Era a famosa "bagunça organizada" que ela costumava repetir pra si mesma.
Seu cabelo estava todo despenteado, e os olhos inchados denunciavam que ela dormiu demais, e dormir demais quebrava o ritmo do seu dia. Abriu a janela para arejar o quarto e viu que havia um evento comemorativo na cidade. Pensou em ir, mas precisava estudar para um concurso que faria no dia seguinte, na metrópole. Preparou um "café da manhã" rápido: pão na chapa e café com leite, enquanto estudava pedagogia.
As pernas balançavam, e muito, por baixo da mesa; quando não, ela ficava abrindo e fechando o zíper da mochila. Lia e relia diversas vezes, repetindo em voz alta para ouvir a si mesma. Sua dedicação aos estudos não era novidade, seu esforço sempre fora notável na escola e na faculdade. Muito estudiosa e bem aplicada, sempre aparecendo no topo, normalmente sendo a primeira colocada. E não ficava só na teoria: mostrava-se extremamente capaz e eficiente no que fazia.
Voltava para casa orgulhosa de seus resultados, quase saltitante, e contava aos pais que, por sua vez, apenas diziam um "parabéns". Para ela, aquilo soava como um "preciso ser melhor", "preciso fazer mais".
Estudou até o final da tarde, esquecendo-se de qualquer conexão externa, parando apenas para o necessário e voltando a estudar em seguida. Às 22h30, seu costumeiro horário de dormir, largou o notebook em cima da mesa e foi para o chuveiro, já pensando no que levaria no dia do concurso. Não poderia faltar com ela mesma.
Parte 3 - mais resultados
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